Empresas familiares devem enfrentar os conflitos para sobreviver

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  • Gravata: 3G Consultoria e CMT Advogados reúnem 50 empresários para debater as dores da sucessão


Negócios by Mirian Gasparin

Os conflitos familiares dentro de uma empresa ocorrem sob duas condições – quando falta dinheiro e quando há muito dinheiro, disse o consultor em governança corporativa Gino Oyamada, que nesta quinta-feira (4) coordenou um seminário sobre negócios de família. Com essa afirmação, o especialista – sócio-diretor da 3G Consultoria, uma das mais prestigiadas do mercado no Sul e Sudeste do país – chamou a atenção para o fato de que sempre haverá conflito e as empresas devem enfrentá-los para sobreviver. “As boas práticas de governança têm o papel de mitigar conflitos, garantindo a sucessão sem crise e a longevidade dos negócios.”


O debate reuniu cerca de 50 empresários – na maioria herdeiros de empresas de pequeno, médio e grande porte, de Santa Catarina e do Paraná. O tema atraiu empreendedores de ramos variados, da área de serviços à indústria. Eles conheceram a experiência do empresário Fabio Napoli Martins, que aos 38 anos dirige a Ibema Participações S/A (Ibemapar), holding com negócios em energia, papel, reflorestamento e construção.

Martins viveu um longo processo de sucessão familiar e reestruturação societária na companhia criada há 60 anos por seus avós. Entre as inúmeras lições que ficaram desse trabalho e que brotam diariamente, o executivo citou a importância de que a empresa sempre olhe para as necessidades do negócio e não para as da família. “É a única maneira de a companhia crescer e se perpetuar”, afirmou.

Meritocracia, experiência profissional em outras empresas, formação acadêmica e resiliência para enfrentar discordâncias com acionistas são essenciais, disse ele, para que os herdeiros se credenciem a trabalhar na empresa da família.

O seminário, promovido por iniciativa da 3G Consultoria e da CMT – Carvalho, Machado e Timm Advogados, também abordou o planejamento sucessório. O advogado Orlando Celso da Silva Neto, professor de Direito Empresarial da UFSC e sócio do CMT em Florianópolis, apontou estratégias e instrumentos jurídicos importantes na condução de um processo sucessório.

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